29 Janeiro, 2026 |
Por: Cristiano Baumgartner
29 Janeiro, 2026 |
Por: Cristiano Baumgartner
Você pode ter um time engajado, prazos bem definidos e um pipeline de entregas constante. Ainda assim, existe um problema invisível que compromete resultados, aumenta custos e coloca a credibilidade da área de desenvolvimento em risco: uma equipe sem expertise técnica em Qualidade de Software.
Esse não é um problema que aparece de forma explícita. Ele se manifesta aos poucos, em bugs que escapam para produção, em retrabalho constante, em releases que geram insegurança e em times que vivem apagando incêndios. E, na maioria das vezes, não está relacionado à falta de esforço, mas à ausência de método, estratégia e conhecimento técnico aplicado.
Neste artigo, vamos explorar porque equipes sem expertise técnica em QA se tornam um gargalo para o negócio, quais são os sinais mais comuns desse cenário e como empresas conseguiram evoluir sua maturidade em qualidade com uma abordagem estruturada.
Ter uma equipe sem expertise técnica não quer dizer ter profissionais ruins ou despreparados. Na prática, trata-se de times que:
Atuam majoritariamente com testes manuais;
Não possuem estratégia clara de QA;
Executam testes apenas no final do ciclo;
Não trabalham com métricas de qualidade;
Têm pouca visão de risco e de negócio;
Dependem excessivamente de pessoas chave.
Essas equipes até “testam”, mas não garantem qualidade. O foco está na execução de tarefas e não na proteção da entrega do produto. Esse modelo pode até funcionar em cenários simples, mas se torna extremamente arriscado em ambientes com sistemas complexos, integrações críticas, releases frequentes e pressão por velocidade.
Alguns sintomas aparecem com frequência em empresas com baixa maturidade técnica em QA:
Bugs recorrentes em produção: Falhas que impactam usuários, operações e até faturamento.
Retrabalho constante: Times de desenvolvimento interrompem novas entregas para corrigir problemas que poderiam ter sido evitados.
Testes manuais excessivos: Grande esforço operacional, pouca escalabilidade e alto risco humano.
Falta de previsibilidade: A liderança não sabe se uma release está realmente segura ou não.
Ausência de dados: Sem métricas, a tomada de decisão se baseia em percepção, não em fatos.
Esse cenário é mais comum do que parece, inclusive em empresas maduras do ponto de vista de desenvolvimento.
Esse contexto foi vivido pela Viasoft. Esta empresa opera um ERP altamente complexo, com múltiplos módulos interdependentes e regras de negócio críticas. O crescimento do produto trouxe um efeito colateral clássico: o modelo de QA existente não acompanhava mais a complexidade das entregas.
O cenário incluía alto volume de testes manuais, dependência de vários QAs em períodos fixos de validação, risco elevado de falhas em produção e baixa previsibilidade da qualidade das releases. Testava-se muito, mas ainda assim o risco permanecia alto.
Esse é um ponto chave: quando falta expertise técnica, aumentar o volume de testes não resolve o problema. Apenas aumenta o custo e o desgaste do time.
Diante da insegurança, muitas empresas tentam compensar a falta de maturidade técnica com mais testes manuais, mais checklists e mais etapas de aprovação. O resultado costuma ser o oposto do esperado:
Releases mais lentas;
Times sobrecarregados;
Falhas críticas ainda escapando;
Sensação constante de risco.
Qualidade de software não se trata somente da quantidade de testes, mas sobre estratégia, priorização e proteção dos fluxos críticos do negócio.
No caso da Viasoft, a virada aconteceu quando, com o apoio da Testing Company, a qualidade passou a ser tratada como uma disciplina técnica estruturada e não apenas como uma etapa final do processo. A evolução do cenário passou por uma mudança clara de abordagem: integração da automação à metodologia ágil, padronização técnica, foco em fluxos críticos e testes de regressão, além de transferência contínua de conhecimento para o time interno.
Com isso, a automação ganhou escala e consistência, permitindo a construção de muitos cenários automatizados, execução recorrente a cada ciclo de entrega e eliminação da dependência de períodos longos de validação manual.
O impacto foi direto: menos incidentes em produção, mais previsibilidade nas releases e liberação do time de QA para atividades mais analíticas e estratégicas.
Esse exemplo reforça um ponto essencial: expertise técnica não é sobre ferramenta, é sobre combinação de processo, visão de negócio e conhecimento aplicado.
O impacto da falta de expertise vai além da área de QA. Uma equipe sem maturidade técnica em qualidade afeta diretamente indicadores estratégicos do negócio:
Aumento do custo de desenvolvimento;
Perda de confiança da área de negócio na TI;
Risco operacional e de compliance;
Dificuldade de escalar produtos digitais;
Em setores como varejo, financeiro e software, por exemplo, isso pode significar perda de competitividade e de mercado. Por outro lado, empresas que estruturam QA de forma estratégica transformam qualidade em um ativo de negócio, e não em um gargalo operacional.
Os exemplos mostram que o problema raramente está nos profissionais individualmente. Na maioria dos casos, falta:
Direcionamento técnico claro;
Processo bem definido;
Priorização correta dos testes;
Métricas de qualidade;
Visão de risco alinhada ao negócio.
Quando esses elementos existem, mesmo equipes que antes eram operacionais conseguem evoluir rapidamente e gerar valor real.
Se você percebe que sua equipe de QA depende demais de testes manuais, sofre com imprevisibilidade nas releases ou vive reagindo a falhas em produção, é hora de agir antes que o risco se torne crítico.
Converse com um especialista da Testing Company e descubra como avaliar a maturidade técnica do seu time, estruturar processos de qualidade e evoluir QA para um papel estratégico no crescimento do seu negócio.
Qualidade não é custo. É proteção, previsibilidade e confiança para escalar.
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