Equipe sem expertise técnica: o risco que compromete a qualidade do seu software

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Você pode ter um time engajado, prazos bem definidos e um pipeline de entregas constante. Ainda assim, existe um problema invisível que compromete resultados, aumenta custos e coloca a credibilidade da área de desenvolvimento em risco: uma equipe sem expertise técnica em Qualidade de Software.

Esse não é um problema que aparece de forma explícita. Ele se manifesta aos poucos, em bugs que escapam para produção, em retrabalho constante, em releases que geram insegurança e em times que vivem apagando incêndios. E, na maioria das vezes, não está relacionado à falta de esforço, mas à ausência de método, estratégia e conhecimento técnico aplicado.

Neste artigo, vamos explorar porque equipes sem expertise técnica em QA se tornam um gargalo para o negócio, quais são os sinais mais comuns desse cenário e como empresas conseguiram evoluir sua maturidade em qualidade com uma abordagem estruturada.

O que significa, de fato, ter uma equipe sem expertise técnica?

Ter uma equipe sem expertise técnica não quer dizer ter profissionais ruins ou despreparados. Na prática, trata-se de times que:

  • Atuam majoritariamente com testes manuais;

  • Não possuem estratégia clara de QA;

  • Executam testes apenas no final do ciclo;

  • Não trabalham com métricas de qualidade;

  • Têm pouca visão de risco e de negócio;

  • Dependem excessivamente de pessoas chave.

Essas equipes até “testam”, mas não garantem qualidade. O foco está na execução de tarefas e não na proteção da entrega do produto. Esse modelo pode até funcionar em cenários simples, mas se torna extremamente arriscado em ambientes com sistemas complexos, integrações críticas, releases frequentes e pressão por velocidade.

Os sinais de que esse problema existe

Alguns sintomas aparecem com frequência em empresas com baixa maturidade técnica em QA:

  • Bugs recorrentes em produção: Falhas que impactam usuários, operações e até faturamento.

  • Retrabalho constante: Times de desenvolvimento interrompem novas entregas para corrigir problemas que poderiam ter sido evitados.

  • Testes manuais excessivos: Grande esforço operacional, pouca escalabilidade e alto risco humano.

  • Falta de previsibilidade: A liderança não sabe se uma release está realmente segura ou não.

  • Ausência de dados: Sem métricas, a tomada de decisão se baseia em percepção, não em fatos.

Esse cenário é mais comum do que parece, inclusive em empresas maduras do ponto de vista de desenvolvimento.

Quando o esforço não escala: um exemplo real

Esse contexto foi vivido pela Viasoft. Esta empresa opera um ERP altamente complexo, com múltiplos módulos interdependentes e regras de negócio críticas. O crescimento do produto trouxe um efeito colateral clássico: o modelo de QA existente não acompanhava mais a complexidade das entregas.

O cenário incluía alto volume de testes manuais, dependência de vários QAs em períodos fixos de validação, risco elevado de falhas em produção e baixa previsibilidade da qualidade das releases. Testava-se muito, mas ainda assim o risco permanecia alto.

Esse é um ponto chave: quando falta expertise técnica, aumentar o volume de testes não resolve o problema. Apenas aumenta o custo e o desgaste do time.

Por que “testar mais” não é a solução

Diante da insegurança, muitas empresas tentam compensar a falta de maturidade técnica com mais testes manuais, mais checklists e mais etapas de aprovação. O resultado costuma ser o oposto do esperado:

  • Releases mais lentas;

  • Times sobrecarregados;

  • Falhas críticas ainda escapando;

  • Sensação constante de risco.

Qualidade de software não se trata somente da quantidade de testes, mas sobre estratégia, priorização e proteção dos fluxos críticos do negócio.

No caso da Viasoft, a virada aconteceu quando, com o apoio da Testing Company, a qualidade passou a ser tratada como uma disciplina técnica estruturada e não apenas como uma etapa final do processo. A evolução do cenário passou por uma mudança clara de abordagem: integração da automação à metodologia ágil, padronização técnica, foco em fluxos críticos e testes de regressão, além de transferência contínua de conhecimento para o time interno.

Com isso, a automação ganhou escala e consistência, permitindo a construção de muitos cenários automatizados, execução recorrente a cada ciclo de entrega e eliminação da dependência de períodos longos de validação manual.

O impacto foi direto: menos incidentes em produção, mais previsibilidade nas releases e liberação do time de QA para atividades mais analíticas e estratégicas.

Esse exemplo reforça um ponto essencial: expertise técnica não é sobre ferramenta, é sobre combinação de processo, visão de negócio e conhecimento aplicado.

O impacto da falta de expertise vai além da área de QA. Uma equipe sem maturidade técnica em qualidade afeta diretamente indicadores estratégicos do negócio:

  • Aumento do custo de desenvolvimento;

  • Perda de confiança da área de negócio na TI;

  • Risco operacional e de compliance;

  • Dificuldade de escalar produtos digitais;

  • Experiência negativa do usuário final.

Em setores como varejo, financeiro e software, por exemplo, isso pode significar perda de competitividade e de mercado. Por outro lado, empresas que estruturam QA de forma estratégica transformam qualidade em um ativo de negócio, e não em um gargalo operacional.

Qualidade não é um problema de pessoas, é de estratégia

Os exemplos mostram que o problema raramente está nos profissionais individualmente. Na maioria dos casos, falta:

  • Direcionamento técnico claro;

  • Processo bem definido;

  • Priorização correta dos testes;

  • Métricas de qualidade;

  • Visão de risco alinhada ao negócio.

Quando esses elementos existem, mesmo equipes que antes eram operacionais conseguem evoluir rapidamente e gerar valor real.

Se você percebe que sua equipe de QA depende demais de testes manuais, sofre com imprevisibilidade nas releases ou vive reagindo a falhas em produção, é hora de agir antes que o risco se torne crítico.

Converse com um especialista da Testing Company e descubra como avaliar a maturidade técnica do seu time, estruturar processos de qualidade e evoluir QA para um papel estratégico no crescimento do seu negócio.

Qualidade não é custo. É proteção, previsibilidade e confiança para escalar.

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